Dossiê Femen

Atualizado 14/03/2013

 Algumas informações foram retiradas por não estarem mais disponíveis, como a nota da página do Femen Marrocos que dizia que ela estavam se desligando por por motivos de islamofobia (felizmente conseguimos recuperar um print onde o perfil Femen Marrocos anuncia seu desligamento na página do Femen Brazil e aguarda um pedido oficial de desculpas, assim como os prints da resposta da Sara Winter a respeito da Islamofobia). A versão com legendas em inglês do documentário “Topless Warriors” simplesmente não existe mais na web, só encontramos a versão em francês.

Recomendamos também a leitura do artigo “Femen: Revelando o Sextremismo Ucraniano

O Femen Brazil não é uma ONG

Um dos primeiros questionamentos a respeito na página do Femen Brazil foi em relação à prestação de contas e o registro da ONG. Durante muito tempo eles mantiveram na sua página oficial no facebook – e único canal de comunicação com o público – que o Femen Brazil era uma ONG, retirando apenas após uma ativista dizer que levaria ao Ministério Público suas dúvidas em relação a prestação de contas da dita ONG e o fato de receberem dinheiro de doações na conta pessoal da Sara Fernanda Giromini e o uso da empresa do senhor Andrey Cuia, assessor pessoal da Sara Winter e do Femen Brazil, para gerar boletos para a loja online. Nós procuramos documentar a maior parte das coisas a respeito dessas atividades e tentativas de respostas, estão todas nas fotos abaixo.

(Rata Maria Antonieta e Rata Carlota Joaquina são perfis falsos usados pela Sara Winter no Facebook)

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.200769023389496.51041.199703346829397&type=3

Loja:

https://www.facebook.com/femenbrazil/app_206803572685797

“Prestação de contas”

https://www.facebook.com/notes/femen-brazil/o-dinheiro-da-femen-brazil/346973178726998

Um texto sobre o senhor Andrey Cuia:

http://brasilmobilizado.blogspot.com.br/2012/08/as-incoerencias-do-femen-brazil.html

Opinião da Sara Winter sobre a Marcha das Vadias em junho do ano passado:

Sara posiciona-se em seu blog, que foi fechado para convidados e posteriormente excluído, contra a nudez em protestos e afirma que “A grande verdade é que isso se trata de ibope”.

Ligação nazi-fascista:

Sara Winter deu declarações várias dizendo que seu envolvimento com nazistas e fascistas aqui no Brasil se deu somente através da internet, mas a foto e os links abaixo provam que isso é mentira. No dia 25 de março de 2012 ela compareceu ao show da banda Bronco Army, de São Carlos, que é comprovadamente nazista como poderão ver pelos links postados abaixo.

Sara Winter em show da banda Bronco Army mar/2012

Sobre a Bronco Army:
Com uma batida skinhead que remete ao típico Oi! nacional dos anos 80, a Bronco Army lembra a clássica Tumulto 64 (antiga banda do vocalista), com a ressalva de que atualmente apresenta um som mais amadurecido e agressivo

http://skinheadrocknroll.blogspot.com.br/2011/06/bronco-army-bulldroogs-shout-proud-rds.html

video da bronco army postado por perfil nazista no youtube
http://www.youtube.com/watch?v=7ZSvwr0Abpw

Tumulto 64 é nazista:

http://submundo138.blogspot.com.br/2012/07/tumulto-64.html

http://gloryrac.blogspot.com.br/2008/05/tumulto-64-calcando-as-botas.html

“Oi! band Tumulto 64 were the wp/ns Brazilian band Stuka before change their name and their lyrics.”

sobre a Stuka

http://zaratustra14.blogspot.com.br/2006/08/anlise-crtica-sobre-msica-white-power_23.html

Letras da stuka: Kipás irão pro ar e Poder Branco Honra Branca

http://www.lyricstime.com/stuka-white-power-white-honor-lyrics.html

http://letras.cifras.com.br/stuka/kipas-irao-pro-ar

Entrevista com a banda stuka (é a ultima no link)

http://www.winamp.tripod.com/

Dois membros da Bronco Army

http://realidade.org/forum/index.php?topic=25688.0

Tony da Bronco Army e sua playlist com diversas músicas de bandas nazistas:

http://emeuteurbaine.blogspot.com.br/2011/11/revolta-urbana-classifica.html

Skrewdriver: Uma das primeiras bandas nazi do mundo http://en.wikipedia.org/wiki/Skrewdriver

Brutal Combat: Maior banda nazi da França (lista de gravadora white power com o nome da banda lá):

http://en.wikipedia.org/wiki/Rebelles_Europ%C3%A9ens

Condemned 84: http://www.punk77.co.uk/talkpunk/viewtopic.php?f=20&t=6297&start=15

Rock Against Communism e nazismo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock_Against_Communism

Retocando a cruz de ferro (ela disse na twitcam que nunca foi disponibilizada que era uma cruz pátea por causa dos templários)

Excertos do excelente texto “Nem todo nu é libertário”

“A nudez no nacional nacionalismo, usada de modo frequente tanto em edifícios de representação e nas ilustrações, permaneceu em uso mesmo com o esforço do partido para apresentar-se como o partido da respeitabilidade. Ainda que proibissem a pornografia e nudismo pouco depois de chegar ao poder, para ganhar o respeito dos evangélicos, os nazistas exploraram fortemente o símbolos da natureza em seus livros, apresentando os homens arianos como guerreiros nus fortes e invencíveis e as mulheres arianas como jovens ninfas em contato com a natureza.

Isto  se adequava perfeitamente aos movimentos sociais que nasciam na Europa, em especial na Alemanha dos anos 20, em que cientistas e pseudo-cientistas, charlatões e leigos se voltavam para o corpo como um reflexo de seus próprios problemas sociais e buscando nele uma resposta utópica em sua busca por perfeccionismo, controle e um mundo ideal. O corpo parecia ser a única via de saída para uma saída absolutamente marcada pelo desalento: se defendiam modelos de vida: alguns apontavam alguns exercícios simplesmente, um estilo de vida saudável e uma dieta equilibrada como uma forma de melhorar o corpo, a vida, o mundo. Muitos, porém, se volveram para o vegetarianismo, o nudismo, a musculação, a eugenia e  as curas alternativas em seus empenhos para aprimorar e aperfeiçoar o funcionamento da arquitetura e interior do corpo humano. Qualquer semelhança com o que vivemos hoje, mera coincidência???

O interessante do momento contemporâneo é visualizar todos estes símbolos retornarem com força à cena. Não penas grupos neonazistas tomam a cena urbana, como as redes sociais e a WEB, como estas imagens femininas, nuas, ninfas e rígidas percorrem o país e entrevistas televisivas, enganado pessoas tão inteligentes como Marília Gabriela!

A líder da FEMEM Brasil, Sara Winter, já vista mais de uma vez em shows de bandas neonazis, que traz uma Cruz de ferro nazista tatuada no peito, ( nem tente me convencer que não se trará disto, Mon Chéri, pelas cerejas estampadas por perto, porque pra mim elas são a cereja do topo do seu bolo simbólico totalitário!), que já disse admirar Hitler e Plínio Salgado e agora argumenta que foi uma fase, defende uma nudez estética, bela, e sem conteúdo feminista.”

Ernst von Dombrowski (1896-1985), Cenas de vida dos camponeses na Alemanha

Sobre o falso sequestro da ativista Bruna Themis

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.200518073414591.50934.199703346829397&type=3

Algumas considerações a fazer sobre o Femen original:

O Femen não é feminista porque não luta pela igualdade de gêneros. A ideologia do Femen é o sextremismo – nova ideologia criada e termo cunhado por elas mesmas:

FEMEN – is an ideology of SEXTREMISM.
FEMEN – is a new ideology of the women’s sexual protest presented by extreme topless campaigns of direct action . FEMEN – is sextremism serving to protect women’s rights, democracy watchdogs attacking patriarchy, in all its forms: the dictatorship, the church, the sex industry.

The magic of the body get your interested, the courage of the act make you want to riot.

Come out, Go topless and Win!

http://femen.org/en/about

“Ativistas do Femen são soldados aptos moral e fisicamente que todo dia promovem atos civis com os mais altos níveis de dificuldade e provocação”.

http://femen.org/en/about

Discurso muito parecido com o da Eugenia:

“as forças cegas da seleção natural, como agente propulsor do progresso, devem ser substituidas por uma seleção consciente e os homens devem usar todos os conhecimentos adquiridos pelo estudo e o processo da evolução nos tempos passados, a fim de promover o progresso físico e moral no futuro” (Galton Francis, pai da eugenia em seu livro “Hereditary Talent and Genius”)

Acampamento de sextremismo:

http://www.guardian.co.uk/world/2012/sep/22/femen-topless-warriors-global-feminism?fb=optOut

Existe a intenção de criar um acampamento desses aqui no Brasil:

“To that end, Inna is staying in Paris to give her new feminist recruits their “physical and ideological training”, while Femen militants Alexandra, 24, and Oxana Shachko, 25, are returning to Kiev, where a similar camp will be established. A third is planned for Brazil, where Femen has a large following, in the runup to the 2016 Olympic Games.”

O Femen prega a extinção do feminismo clássico http://creative.arte.tv/fr/space/Creative_Resistance/message/17576/_Sextremism_is_the_new_weapon_of_feminism__by_FEMEN/


http://www.rts.ch/emissions/temps-present/international/3140199-les-militantes-aux-seins-nus.html

Alexandra Shevchenko: Nós queremos que daqui a 20 anos as pessoas se lembrem das feministas como lindas mulheres nuas e não como machonas carecas e tatuadas.

 

Femen Marrocos se desliga por motivo de islamofobia:

https://www.facebook.com/Femen.Morocco/posts/269637016487125?comment_id=24020398&notif_t=like

Respostas de Sara Winter sobre a islamofobia do Femen:

Ao Femen Marrocos:

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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=347671541990495&set=a.282662395158077.64064.280659362025047&type=1&theater

No grupo de discussões:

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https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/117129171771407/

Sobre o financiamento do Femen:

http://guinnessbrasil.blogspot.com.br/2011/12/blogueiros-divulgam-orcamento-secreto.html

“Feministas ucranianas que tornaram-se famosas por seus protestos de topless são patrocinadas por três multi-milionários”

https://femenputecidxs.wordpress.com/2012/09/27/femen-muitas-sombras-por-tras-do-movimento/

Inna Schewtschenko: “Temos diversas fontes de renda. Uma parte vem das doações, outra parte das vendas da Femen-Shop, onde vendemos cópias impressas de nosso seios.”

“(Conseguimos) em torno de 5.000 e 7.000 euros (por mês). Todos os partidos ucranianos já se ofereceram pra nos financiar (dinheiro, carros, apartamentos) para que os deixemos de lado em nossos protestos mas nós não aceitamos doações de nenhum partido político.”

https://femenputecidxs.wordpress.com/2012/09/27/a-europa-nao-e-o-bordel-do-oeste-europeu/

Entrevista Sara Winter rebatida ponto a ponto:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/entrevistas/24457/feminismo+no+brasil+e+elitista+e+hermetico+diz+lider+do+femen+nacional.shtml

Opera Mundi: Sara, vamos começar com um tema que foi muito debatido nas redes sociais. A Bruna Themis disse que vocês receberam um “puxão de orelha” da Ucrânia por terem colocado mulheres fora do peso nos protestos…

Sara Winter: Não sei de onde a Bruna tirou isso. Ela vai ter que provar. As meninas na Ucrânia nunca me disseram nada a respeito disso. Uma das ucranianas me disse uma vez que a minha calcinha estava muito apertada numa foto que ela viu do protesto e parecia que eu estava acima do peso. Mas ela falou em tom de brincadeira. Eu comentei com a Bruna e acho que ela entendeu mal.

Feministas fazendo brincadeiras sobre peso? Não, as “soldados” do femen devem se encaixar em um estereótiopo que parece ter sido tirada do esgoto das práticas eugenistas:

“Ativistas do Femen são soldados aptos moral e fisicamente que todo dia promovem atos civis com os mais altos níveis de dificuldade e provocação”.
http://femen.org/en/about

Estar apta fisicamente significa ser magra e bonita. Ver também a fala de Alexandra Schevchenko:
“Nós queremos que daqui a 20 anos as pessoas se lembrem das feministas como lindas mulheres nuas e não como machonas carecas e tatuadas.”

https://www.youtube.com/watch?v=PKDJxOm2RfY

“O centro de treinamento feminista vai focar não só no que o Femen considera obrigação moral, mas treinamento físico também. Shevchenko diz que os membros devem estar em forma para correr ou atacar policiais durante os protestos.”

http://www.inquisitr.com/341792/femen-topless-activists-launch-feminist-training-camp-in-paris/#kIlBe3rZWyXiTtvX.99

OM: E qual é o envolvimento do Femen com Andrey Cuia, candidato a vereador em Santo André pelo PMN (Partido de Mobilização Nacional)? Qual é o papel do Andrey e do PMN no movimento?

SW: O Andrey sempre escrevia na página do Femen Ucrânia, deixando mensagens de apoio ao grupo. Quando começamos o Femen Brazil, ele também se mostrou simpático à causa, mas mantivemos o contato somente por e-mail. No dia da Marcha das Vadias, ele me reconheceu na Rua Augusta e veio falar comigo. E foi aí que ele entrou no movimento. Como ele tem mais experiência para lidar com a mídia, ficou o responsável por essa parte.

OM: Mas você não acha que o Andrey poderia ter pensado em se aproveitar da popularidade do Femen Brazil para dar uma alavancada na candidatura dele?

SW: Não. Duvido muito. Quando o Andrey se ofereceu para ajudar, ele não tinha recebido o convite para a candidatura ainda. E por diversas vezes perguntou se queríamos que ele se afastasse de todas as funções do Femen para não comprometer o movimento. Mas o Femen não abandona e não deixa ninguém para trás. O Andrey ajuda muito o grupo. Por exemplo, quando a produção do Danilo Gentili [do programa “Agora é Tarde”, da Band] entrou em contato comigo, eles queriam que eu fosse aqui de São Carlos até São Paulo por minha conta e que eu bancasse todos os gastos, inclusive de hotel. Eles queriam se aproveitar de mim porque sabem que eu não entendo como funciona a relação com a imprensa. O Andrey conseguiu que o programa pagasse a minha passagem e duas diárias de hotel. Esse é o papel dele no Femen. Quando o Andrey se candidatou a vereador, fizemos uma outra reunião e ficou decidido que ele já não teria poder de voto no grupo. Ele participa, mas já não decide nada.

Este album com prints da Sara e do Andrey desmente o que ela disse: Andrey ainda é assessor do Femen e não foi afastado após deferida candidatura.

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.199756523490746.50678.199703346829397&type=3

Andrey usa parceria com o Femen em sua página de candidato no facebook:
https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/116157341868590/?comment_id=116275301856794&offset=0&total_comments=84

OM: E por que o PayPal do Andrey é utilizado pelo Femen Brazil?
SW: A gente precisava de alguma conta PayPal porque eu não tenho cartão, cheque, conta em banco, nada. E ele se ofereceu, nada mais.

Conta da Sara Winter na página oficial do Femen no Facebook (nome real: Sara Fernanda Giromini)

Para doações para toda nossa equipe

Conta Corrente Santander
Sara Fernanda Giromini
Agência: 4730
Conta: 010231939

https://www.facebook.com/femenbrazil/info

OM: Você fala de “nós tomamos a decisão”, “a equipe se reuniu”, mas a Bruna disse que vocês nunca se reuniam e não decidiam nada em grupo. Quantas pessoas fazem parte desta equipe do Femen?
SW: Depois dessa situação com a Bruna, a gente teve que sentar e repensar tudo. Muitas pessoas saíram e, as que ficaram, eu chamo de heroínas. Não foi fácil e não está sendo fácil. Agora somos 10 ou 12 com poder de voto, não mais do que isso. Antes éramos 30. Quando eu voltei da Ucrânia e as pessoas viram os nossos protestos na Eurocopa, todo mundo queria ser Femen, mas essa vontade de lutar durou pouco.

OM: E quantas são as ativistas que fazem topless agora no Femen?
SW: Quatro. E outras ainda estão conhecendo o movimento. Mas o tempo todo tem pessoas que entram e acabam saindo.

OM: Por que elas entram e saem logo?
SW: Acho que a vontade de ser ativista passa rápido. Parece que elas não têm uma opinião forte sobre nada e que ainda estão submetidas ao que pensam os maridos e namorados.

Carta de desligamento da ex ativista Gabi Santos:

https://www.facebook.com/gabi.santos.902/posts/406135346115677

OM: Mas algumas pessoas já disseram que você é bem autoritária. Isso não poderia ser uma razão?

SW: Eu confesso que sou individualista e preciso aprender a trabalhar em equipe. Eu pedi muito à Bruna para que me ajudasse com isso, mas parece que não adiantou. Eu comecei o Femen sozinha aqui no Brasil e fiquei muito tempo sendo a única cara do movimento, mas isso acabou prejudicando o projeto.

OM: A falta de comunicação da equipe foi criticada pela Bruna e, quando a gente acompanha um pouco o grupo do Facebook, isso fica bem claro. Parece que vocês não se entendem como equipe. Cada um fala uma coisa…

SW: Sim, mas a gente mudou tudo. Com a nova equipe, temos uma comunicação excelente. Conversamos todos os dias por Skype e discutimos tudo.

Sara Winter centraliza todas as respostas sobre o Femen Brazil, ver no seguinte grupo:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/117129171771407/?notif_t=group_comment

OM: Essas pessoas são todas voluntárias?

SW: Sim, são pessoas que acreditam no Femen como um todo, que acreditam na nossa ideia
Todos voluntários: Andrey Cuia, Bruno Liziero, Claudio Magu, Tiago Alcoolisão. Estão todos no grupo:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/117129171771407/?notif_t=group_comment

OM: E qual é essa ideia?
SW: A nossa missão é muito clara, na verdade. A missão, por enquanto, … eu vou repetir sempre… somos mulheres simples, não temos dinheiro. A única coisa que temos é o nosso corpo e a nossa voz. Como ainda não podemos formar uma ONG e trabalhar de maneira efetiva para ver quantas mulheres são exploradas, a nossa missão ainda é de outdoor, de mostrar para a opinião pública, para o governo, um problema que existe e é negligenciado. O Femen é um instrumento do feminismo. Lutamos contra toda e qualquer opressão patriarcal machista. E cada país tem sua luta específica. Na França, por exemplo, eles colocam a luta contra a lei islâmica [sharia] na agenda. Aqui no Brasil, incluímos a violência doméstica, os direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) e a questão indígena.

Novamente, respostas de Sara Winter sobre a islamofobia do Femen:

Ao Femen Marrocos:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=347671541990495&set=a.282662395158077.64064.280659362025047&type=1&theater

No grupo de perguntas ao Femen Brazil:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/117129171771407/

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/116157341868590/?comment_id=116275941856730&offset=0&total_comments=84

Não existem ativistas trans no Femen em nenhum país. Mulheres indìgenas?

OM: Voltando à missão do Femen. Eu estive com as meninas do Femen lá na Ucrânia e entendi esse discurso de “outdoor” no contexto ucraniano. Lá não existe uma sociedade civil organizada como no Brasil e esses atos de provocação já são, por si só, válidos. Mas no Brasil, nós temos décadas de debates e lutas feministas e, de repente, chega um grupo que parece não se importar com nenhum desses coletivos, que esquece toda a história dos movimentos sociais brasileiros, que não dialoga com eles… Essa ideia de ser um “outdoor” não acaba prejudicando o feminismo principalmente vindo de um grupo completamente isolado do restante do movimento? Você não acha que o Femen fica descontextualizado no nosso país?

SW: O problema do feminismo é que ele não atinge a grande massa da população. Por isso o Femen vem desenvolvendo o discurso do neo-feminismo já há quatro anos. No Brasil, por exemplo, por mais que haja décadas de lutas feministas, ninguém sabe o que é feminismo. O feminismo está nas universidades, nas casas de palestras. As feministas compartilham as ideias com mensagens herméticas, que não atingem pessoas simples.

A relação do Femen com a mídia é muito importante e é o centro desse neo-feminismo. A gente entende que se a mídia usa a mulher como produto, nós temos que nos apropriar da mídia para vender a nossa ideia. Quase todas as feministas são anti-mídia porque a mídia é machista, mas a gente deve deixar de se fazer de vítima e usar a mídia ao nosso favor. Não fazemos triagem de onde queremos aparecer. A gente não teria interesse em participar de algum quadro como “Banheira do Gugu”, mas, no geral, não importa se saímos numa revista de fofoca ou numa grande tevê. Estamos compartilhando a nossa mensagem.

Uma pergunta específica a respeito da ministra Eleonora Menicucci e a SPM do governo Dilma:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/117129171771407/

Sobre o feminismo hermético, muita confusão:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/115863445231313/?comment_id=115870781897246&offset=0&total_comments=20

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/116435935174064/?comment_id=117114625106195&offset=0&total_comments=20

OM: Mas a percepção do Femen na Ucrânia é muito negativa e, no Brasil, por diferentes razões, o movimento está completamente desacreditado. Na prática, o que a superexposição ajuda na luta feminista?
SW: A gente vive numa sociedade patriarcal e ninguém está pronto para escutar as mulheres. Precisamos fazer coisas radicais para sermos ouvidas. O seio só é bem-visto socialmente em duas situações – na amamentação e como objeto sexual. O seio como arma de luta ainda é muito criminalizado. Talvez a nossa aparição na televisão seja o primeiro contato de algumas pessoas com o feminismo. Depois do programa “Superpop”, por exemplo, mais de 50 pessoas nos escreveram para saber mais sobre o Femen. A gente explica o feminismo de maneira mais clara e criativa. Pode ser uma simples mensagem como “Ei, mulher. Você não precisa apanhar do seu marido” e ela vai parar e pensar.

Alguns dos motivos do porque o Femen UA foi desacreditado:

http://rt.com/art-and-culture/news/femen-topless-activist-feminist-665/

http://guinnessbrasil.blogspot.com.br/2011/12/blogueiros-divulgam-orcamento-secreto.html

OM: As críticas ao Femen na Ucrânia vêm da sociedade como um todo, que é muito mais conservadora que a nossa. No Brasil, a crítica vem de todos os coletivos, de acadêmicos, jornalistas, pessoas ligadas a movimentos sociais… O movimento tem uma popularidade muito baixa no Brasil. Por quê?
SW: Eu já estive pensando nisso e me questionei muito. Acabo chegando às mesmas respostas. As pessoas dizem que não se sentem representadas e que no Femen só há mulheres bonitas. Parece que elas estão com a mente ainda muito fechada. A principal cobrança destas pessoas é que nós não temos um discurso plausível. A maior dificuldade delas é entender o porquê do nosso discurso neofeminista ser tão simples e eu tento explicar que queremos que todos possam entender a nossa mensagem, em vez de elitizar o discurso.

Explicação sobre neofeminismo e feministas clássicas:

Neofeminismo = topless + mídia

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/115863445231313/?comment_id=115870781897246&offset=0&total_comments=20

OM: Um outro ponto polêmico é a posição do Femen contra a legalização da prostituição.
SW: Esse ponto de vista vai ser alterado no Femen Brazil. Estamos discutindo e já conversei com a sede ucraniana. No Brasil, temos coletivos de profissionais do sexo e elas devem ter todas as leis trabalhistas garantidas, acesso à serviço de saúde, segurança. As meninas na Ucrânia acham que  as pessoas que se prostituem não têm opção e por isso terminam nesta vida. Eu não concordo com elas, mas temos que esperar a orientação da sede.

Em relação à luta contra a prostituição, Sara Winter deu muitas informações contraditórias:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/116261825191475/?comment_id=116265111857813&offset=0&total_comments=9

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/116124555205202/?comment_id=116417268509264&offset=0&total_comments=27

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/116157341868590/?comment_id=116265858524405&offset=0&total_comments=84

OM: Vi no fórum de vocês no Facebook que muitas feministas ofereceram ajuda a vocês, formação, apoio para uma articulação conjunta. Mas a Bruna disse que vocês não têm interesse em trabalhar com os outros movimentos.
SW: A Bruna está mentindo. Eu fui falar com as participantes da Marcha das Vadias, mas o que eu senti é que elas só estavam fazendo topless porque a marcha tinha proteção da prefeitura. E elas só querem protestar um dia por ano. A gente propõe o topless em locais proibidos, em ir contra alguma lei. Quando fui à Marcha das Vadias de Curitiba, houve quase uma guerra porque havia uma parte do grupo que não queria a minha presença porque tiraria o foco do protesto e também porque eu ainda não tinha dado resposta a muitas perguntas que os coletivos feministas me fizeram, principalmente no contexto da prostituição. Se eu tivesse me preparado melhor antes de entrar no movimento, talvez eu estivesse recebendo apoio agora de outros coletivos feministas.

OM: E vocês agora trabalham com algum outro movimento social?
SW: Infelizmente não, mas estamos abertos a discutir, debater, conversar. Eu vejo uma vontade muito grande das pessoas de querer destruir o Femen, mas a gente quer estar no Brasil para somar. Nós nunca recebemos nenhuma mensagem receptiva de nenhum coletivo feminista. A gente recebeu  mensagens pessoais, mas nunca de um coletivo disposto a nos ajudar.

OM: Mas por que essa vontade de destruir? É algo gratuito?
SW: Pode ser algo de ciúme também porque todo mundo quer visibilidade. E hoje, o movimento com mais visibilidade é o mais inexperiente e com discurso mais raso. Mas eles têm obrigação de nos ajudar por estarem há muitas décadas na luta.

OM: Mas você acha que não deveria ser o contrário? Não é obrigação de vocês sentarem com os movimentos, estudar, aprender?
SW: É, também. Eu confesso que fui à Ucrânia sem saber o que era feminismo. Eu conheci o neofeminismo antes de ter conhecido o feminismo. Eu era muito moralista e o Femen foi um milagre pra mim. Os nossos pensamentos como neofeministas são iguais aos das feministas, mas temos abordagens diferentes. Eu caí na mídia de maneira muito inocente e dei muitas entrevistas sem conhecimento da causa feminista. Talvez tenha sido burrice minha. Na entrevista com a Marília Gabriela, eu notei que ela queria o tempo todo mostrar que eu estava desinformada e não sabia o que era feminismo. E eu não sabia mesmo.

Rogeria Peixinho, do coletivo Tambores de Safo, ofereceu ajuda ao Femen:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/117161355101522/

Diálogo com a Marcha das Vadias de Curitiba:

http://www.feminismo.org.br/livre/index.php?option=com_content&view=article&id=99994122:posicionamento-da-marcha-das-vadias-de-curitiba-sobre-o-femen-br&catid=135:movimentos-&Itemid=542

Sara relata o contato com a Marcha das Vadias Curitiba:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/116157341868590/?comment_id=116275301856794&offset=0&total_comments=84

Tentamos organizar um grupo de debates com o Femen (o grupo está fechado no momento)

Prints do grupo de debates:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.200507390082326.50932.199703346829397&type=3

OM: Como movimento feminista, o Femen Brazil tem alguma posição sobre a presidente Dilma Rousseff?
SW: É muito triste porque as ucranianas acham que o fato de termos uma mulher no poder tem ajudado a nossa luta no Brasil. Uma das primeiras coisas que a Dilma fez foi engavetar o nosso direito reprodutivo, abaixando a cabeça pro Vaticano. Por isso, lá no protesto em Brasília, eu fiz um cartaz para ela com a frase “De mulher para mulher: emancipai-nos”.

Ver resposta sobre Eleonora Menicucci:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/117129171771407/

OM: Imagino que você esteja cansada deste assunto, mas preciso que você esclareça aquela história da sua admiração pelo Hitler e as revistas que você tem em casa.
SW: Eu não sei de onde ela tirou que eu tinha falado que Hitler era um bom marido. No segundo ano do Ensino Médio, eu entrei no colégio Objetivo porque ganhei uma bolsa de 70%. Eu tinha estudado em colégio público a minha vida toda, sempre com pessoas ditas “normais”. De repente, entrei em uma nova realidade, todo mundo tinha ido à Disney, eles me ofereceram lança-perfume… Foi um período conturbado pra mim. Na mesma época, eu conheci pela internet umas pessoas que me contaram coisas da Segunda Guerra, de capitalismo, e vi que eles sabiam mais do que eu. Eles viraram meus amigos virtuais, mas eu notei que estava começando a ter um ódio dos nordestinos, mas sem razão. O que eu fiz? Peguei minhas coisas e me mudei para o sertão da Paraíba. Com o tempo eu me afastei dessas pessoas. E a ideia da eugenia nunca fez sentido para mim. O meu pai é preto e o Brasil é uma mistura. Eugenia é uma babaquice. Teve também um período em que eu era muito patriota e achei as ideias do Plínio Salgado interessantes. Mas depois vi que não tinha nada a ver.

OM: E a tatuagem da cruz de ferro, um símbolo do regime nazista, no peito?
SW: Muitas pessoas têm essa cruz tatuada e não significa que sejam nazistas. Muitos clubes de motociclismo usam. O significado dela é de força, imponência, atitude. A cruz que os nazistas usaram na Segunda Guerra mundial é bem diferente da minha. A minha é colorida, tem cerejas. Fiz pelo significado forte e ela tem uma ligação com os cavaleiros templários, por isso pedi pra fazerem uma parte vermelha saindo dela. É como se fosse a alma do guerreiro saindo dela. Acredito que o ser humano vê o que deseja ver. As pessoas poderiam questionar cada tatuagem que tenho. Cada uma leva um pouco da minha vida, é como um diário de aprendizados e promessas.

A ligação da Sara Winter com neonazistas foi explicada anteriormente.

OM: Sara, voltando ao Femen. Qual é a sua relação com as meninas na Ucrânia? Vocês trabalham como um movimento organizado?
SW: Eu mando informações para a Ucrânia diariamente sobre as coisas que acontecem no Brasil, mas elas estão muito ocupadas. Para uma colaboração mais efetiva delas, acho que elas deveriam vir ao Brasil e conhecer a nossa realidade. Assim, as ideias do Femen podem ser adaptadas ao contexto brasileiro.

OM: Elas não ajudam com os seus gastos?
SW: Como eu estou me dedicando exclusivamente ao Femen, elas me prometeram uma ajuda de custo de 350 a 400 dólares mensais [entre 700 e 800 reais]. Elas fizeram essa promessa quando eu fui à Ucrânia, mas antes elas queriam ver se eu realmente estava envolvida no movimento. Agora no início de setembro eu recebi o dinheiro pela primeira vez, mas gastei tudo com coisas que precisamos para o projeto. O Femen Brazil hoje precisa mais de dinheiro do que a minha vida pessoal.

OM: Você sobrevive como?
SW: Eu preciso sobreviver, mas… não tem jeito. Eu deixei de fazer muitas coisas por causa do Femen. E sei que vou continuar fazendo isso por um tempo. As meninas na Ucrânia têm dinheiro porque elas conseguem vender camisetas, bonés. Aqui no Brasil a gente ainda não vende e agora, com esses problemas que tivemos recentemente, ficou ainda pior. Mas quando a verba for maior, poderei usar este dinheiro da ajuda de custo para cobrir meus gastos pessoais.

Pelo que sabemos a Sara mente para a Ucrânia sobre o numero de ativistas que existem aqui no Brasil e por isso elas têm uma idéia equivocada de que o movimento tem muitos simpatizantes aqui no Brasil.

Aqui ela comenta que são 20 ativistas pelo Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=drUAiD6F7yI&feature=youtu.be

Aqui fala em 15:

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/08/14/femen-brazil-recebe-cerca-de-100-e-mail-por-semana-de-interessadas-em-aderir-ao-ativismo-topless.htm

Aqui fala em 5 e diz que os numeros mudam a todo tempo e a mídia fala o que quer:

https://www.facebook.com/groups/115646095253048/permalink/117651988385792/?comment_id=117721098378881&offset=0&total_comments=24

Aqui, ela fala que são “6, 7, 8 ativistas”:

http://programadojo.globo.com/videos/t/videos/v/sara-winter-e-a-primeira-integrante-brasileira-do-femen/2156059/

A matéria do ESPN diz que ela recebe salário da matriz ucraniana:

http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CCIQFjAA&url=http%3A%2F%2Fespn.estadao.com.br%2Fnoticia%2F266011_reforco-de-brasileira-topless-polemico-e-perseguicao-policial-conheca-o-movimento-ucraniano-femen&ei=FFVfULyYMonO9QSp8IHADw&usg=AFQjCNF2UmMN-5Plcm7Ay4VhZjNYU7vngw&sig2=Sn9olQEM_Uvjnk3GfpdXug

Discussão com o Femen Holanda a respeito da entrevista da Bruna Themis:

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=433401410030315&id=117869604995016&notif_t=share_comment

Prints da discussão:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.200718033394595.51013.199703346829397&type=3

 

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3 Respostas para “Dossiê Femen

  1. Olá, dei uma olhada nesse dossiê de vocês e concordo que o femen é muito incoerente, há aquelas que acreditam que ele é um movimento, na verdade, reacionário, que surgiu para tirar o foco dos movimentos feministas.
    Achismos à parte, eu tenho uma denúncia a fazer em realação a essas incoerências. Em outubro do ano passado vi uma foto do femen br onde a legenda era:
    “A respeito do vídeo, apoiamos incondicionalmente a Marcha das Vadias e estamos certxs de que elxs também desaprovam o ocorrido!

    A foto é essa: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=362388960518753&set=a.282662395158077.64064.280659362025047&type=1

    O vídeo citado mostra a resistência de várias participantes da marcha das vadias do Distrito Federal em relação a atos violentos (xingamentos, assédio, lesbofobia) cometidos por esse cara no meio da marcha. Ele permaneceu provocando e as minas foram pra cima.

    O que me impressionada é: como um movimento que tem coragem de fazer uma foto de mulheres segurando testículos ensaguentados pode recriminar de maneira tão enfática as ações de resistência de outros grupos feministas, julgando-as violentas? E o pior, recriminaram o ocorrido sem ter noção de que as minas que foram atrás do cara são integrantes da Marcha, sem terem noção do que ocorreu (deslegitimando as vítimas e defendendo o agressor) comentários pouco embasados, sem conhecimento algum sobre o movimento que criticam, sem buscar um diálogo com o movimento.

    “Femen Brazil Leila Martins, agradecemos a sugestão, e lemos. Discordamos da violência ainda que como forma de resistência. Podem também citar a bíblia “olho por olho, dente por dente”, ainda sim não justifica.
    Continue por aqui opinando.”

    Tenho o print screen de todos os comentários se tiverem interesse.
    Abraços

    • Olá Leila, sobre o referido vídeo o que temos a dizer é que nós denunciamos para o pessoal da MDV do Brasil todo à época e sim, os prints nos interessam bastante, inclusive hoje mesmo comentamos a respeito deste caso.

      Para botar mais lenha, saiba que este post, assim como todos os posts da página do Femen à época, foi feito por um homem. Acho que só isso já deixa bem clara a intenção do post, não é mesmo?

      Abraços!

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